HISTÓRIA DO QUEIJO SERRA DA ESTRELA- PARTE 1
A região de Celorico da Beira surpreende o mais experimentado amante da
natureza. Nela surgem afloramentos graníticos em forma de enormes blocos
arredondados que se dissolvem em vales e montes cobertos de oliveiras,
pinheiros,mimosas, vinhas e pastos numa mistura de encanto e versatilidade.
Assim, se pinta a tela que retrata uma natureza pura, berço da raça ovina
Bordaleira da Serra da Estrela,segundo maior efectivo português de ovinos.
Fazendo justiça à sua fama, a Bordaleira da Serra da Estrela é uma ilustre
produtora de leite.Em consequência disso, os borregos são desmamados e
abatidos muito cedo, o que dá origem aos afamados borregos de leite ou canasta.
Esta é uma raça com características genuínas, tendo sido criado um Livro
Genealógico para o seu registo. Mas a sua principal característica é o leite que
produz.Este transforma-se num néctar no fabrico do mais ilustre e reconhecido
queijo português - o Queijo Serra da Estrela.
Columela, oficial do exército romano e nascido na Península Ibérica há cerca de 2
000 anos, descreveu o fabrico do queijo Serra da Estrela, naquele que foi o primeiro
tratado de agricultura conhecida e conforme referência no Manual do Criador" , Ano
i, n.º 13, de Março de 1986. Na Idade Média, coube a Gil Vicente render-lhe
homenagem. Mas os primeiros grandes trabalhos de investigação sobre o queijo da
Serra da Estrela só começaram nos finais do Século XIX com Ferreira Lapa,
Wenceslau da Silva, entre muitos outros.
Esta iguaria é fruto de um processo que vai mais além da simples técnica. A mão-
de-obra utilizada nas queijarias é, na sua maioria, de índole familiar, o que confere
um ambiente único. Os segredos vão passando das avós para as netas, numa
tradição secular. Estas fabricam o queijo com carinho e um especial cuidado que
faz com que o Queijo Serra da Estrela seja inigualável.
As artesãs possuem um conhecimento único mas levantam sempre um pouco a
ponta do véu e deixam-nos alguns pequenos segredos do ofício. As mãos dizem
elas, devem estar sempre frias desde o dessoramento até ao encinchamento.
O Queijo
A região de Celorico da Beira surpreende o mais experimentado amante da
natureza. Nela surgem afloramentos graníticos em forma de enormes blocos
arredondados que se dissolvem em vales e montes cobertos de oliveiras,
pinheiros,mimosas, vinhas e pastos numa mistura de encanto e versatilidade.
Assim, se pinta a tela que retrata uma natureza pura, berço da raça ovina
Bordaleira da Serra da Estrela,segundo maior efectivo português de ovinos.
Fazendo justiça à sua fama, a Bordaleira da Serra da Estrela é uma ilustre
produtora de leite.Em consequência disso, os borregos são desmamados e
abatidos muito cedo, o que dá origem aos afamados borregos de leite ou canasta.
Esta é uma raça com características genuínas, tendo sido criado um Livro
Genealógico para o seu registo. Mas a sua principal característica é o leite que
produz.Este transforma-se num néctar no fabrico do mais ilustre e reconhecido
queijo português - o Queijo Serra da Estrela.
Columela, oficial do exército romano e nascido na Península Ibérica há cerca de 2
000 anos, descreveu o fabrico do queijo Serra da Estrela, naquele que foi o primeiro
tratado de agricultura conhecida e conforme referência no Manual do Criador" , Ano
i, n.º 13, de Março de 1986. Na Idade Média, coube a Gil Vicente render-lhe
homenagem. Mas os primeiros grandes trabalhos de investigação sobre o queijo da
Serra da Estrela só começaram nos finais do Século XIX com Ferreira Lapa,
Wenceslau da Silva, entre muitos outros.
Esta iguaria é fruto de um processo que vai mais além da simples técnica. A mão-
de-obra utilizada nas queijarias é, na sua maioria, de índole familiar, o que confere
um ambiente único. Os segredos vão passando das avós para as netas, numa
tradição secular. Estas fabricam o queijo com carinho e um especial cuidado que
faz com que o Queijo Serra da Estrela seja inigualável.
As artesãs possuem um conhecimento único mas levantam sempre um pouco a
ponta do véu e deixam-nos alguns pequenos segredos do ofício. As mãos dizem
elas, devem estar sempre frias desde o dessoramento até ao encinchamento.
O Queijo
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